O financiamento permite comprar e instalar um sistema de energia solar pagando ao longo do tempo. Há linhas para pessoas físicas e empresas, oferecidas por bancos, cooperativas e financiadoras. As condições dependem da análise de crédito e da proposta do sistema que será instalado.
Para saber se vale a pena financiar, duas contas precisam ser feitas: quanto o crédito acrescenta ao custo do projeto e como a parcela, somada à conta de luz que permanece, se compara ao gasto sem energia solar. A parcela que cabe no orçamento é um ponto de partida; o prazo e o total a pagar completam a avaliação.
Como funciona o financiamento de energia solar?
O pedido começa com a proposta da empresa instaladora, que identifica o sistema e seu valor. A instituição financeira avalia o crédito e informa o valor aprovado, a taxa, o prazo e as demais condições.
Depois da aprovação, você avalia a oferta e assina o contrato se decidir seguir. A forma de liberação depende da linha escolhida. Em instituições como o Banco do Brasil e o Sicredi, o valor é pago diretamente ao fornecedor. Em outras, a contratação é feita por uma empresa instaladora ou loja parceira.
Uma simulação ajuda a estimar o pagamento, mas não garante aprovação. As condições que devem orientar a decisão são as efetivamente oferecidas após a análise.
O valor financiado também precisa corresponder ao que você pretende contratar. Há linhas que incluem equipamentos e instalação, como informa o BV. Se parte do projeto ficar fora da cobertura, esse pagamento deve entrar no seu planejamento.
Qual o melhor banco para financiar energia solar?
Para o seu caso, a melhor oferta combina custo, prazo e condições que você consegue cumprir. Uma taxa anunciada serve para iniciar a pesquisa, mas não permite escolher um banco antes de conhecer a oferta aprovada para você.
O primeiro número para comparar é o custo efetivo total, ou CET. Ele reúne juros e demais encargos do financiamento numa taxa anual. Assim, você compara o custo do crédito de forma mais completa do que olhando apenas os juros do mês.
Compare também o mesmo valor financiado e a mesma entrada. Se uma oferta exige que você pague parte do sistema à vista e outra financia o projeto inteiro, as parcelas não estão partindo da mesma base.
No crédito ao consumidor, o Código de Defesa do Consumidor exige a informação do CET e da soma total a pagar, com e sem financiamento. Esses números ajudam a enxergar quanto a contratação acrescenta ao valor do sistema.
Parcela menor pode significar custo maior
O prazo merece uma comparação separada, porque uma parcela menor pode vir acompanhada de mais meses de pagamento.
Imagine duas ofertas fictícias para financiar os mesmos R$ 30 mil, sem entrada e com todos os encargos incluídos nas parcelas:
- Oferta A: 60 parcelas de R$ 700. Total a pagar: R$ 42 mil.
- Oferta B: 96 parcelas de R$ 500. Total a pagar: R$ 48 mil.
Nesse exemplo, a segunda oferta reduz a parcela em R$ 200, mas acrescenta R$ 6 mil ao total e prolonga a dívida por 36 meses.
A primeira pode ser mais interessante para quem consegue assumir a parcela maior. A segunda pode atender melhor a uma restrição de orçamento mensal, com um custo adicional que precisa ser aceito conscientemente. Essa é a decisão que a soma total torna visível.
O CET ajuda a comparar o custo do crédito; o total mostra o efeito combinado das condições e do prazo. Para escolher, os dois devem ser considerados junto da sua capacidade de pagamento.
Carência: quando começa a primeira parcela?
Carência é o intervalo até o primeiro pagamento. Ela importa porque há um período entre contratar o sistema e começar a perceber a redução na conta de luz.
Nos contratos de instalação de energia solar da Siella, o prazo de entrega é de 90 dias. A homologação do projeto e a vistoria dependem da distribuidora, e o início da compensação depende da vistoria e da instalação ou adequação do medidor.
Se a primeira parcela vencer antes do abatimento na conta, você terá de pagar o financiamento e a conta sem a redução esperada naquele período. Esse gasto precisa estar previsto.
A comparação deve considerar a data de vencimento da primeira parcela e o cronograma do sistema. Também é preciso confirmar quando a instituição começa a contar a carência. Um prazo de carência maior, sozinho, não informa se os pagamentos vão começar depois da entrada do sistema em operação.
Onde procurar financiamento para energia solar?
As exigências e os canais variam entre as instituições. Nas linhas pesquisadas, as condições publicadas são estas:
| Instituição | Quem pode pedir e como | Prazo | Carência | Quanto financia |
|---|---|---|---|---|
| Banco do Brasil (abre em nova aba) | No aplicativo ou na agência do BB, com análise de crédito | até 96 parcelas | até 180 dias | 100% do bem, até R$ 100 mil por nota fiscal |
| BV (abre em nova aba) | Pessoa física e jurídica, por instalador parceiro | até 96 meses | até 120 dias | até 100% do projeto; até R$ 500 mil para pessoa física e R$ 3 milhões para pessoa jurídica |
| Santander (abre em nova aba) | Por loja credenciada | até 96 meses | até 120 dias | equipamentos e instalação |
| Caixa (abre em nova aba) | Pessoa física correntista da Caixa, com fornecedor conveniado | até 60 meses | até 6 meses | não informado |
| Sicredi (abre em nova aba) | Associados do Sicredi, linha residencial | até 120 meses | não informada | conforme a capacidade de pagamento |
| Solfácil (abre em nova aba) (financiadora) | Pessoa física e jurídica, por integrador parceiro | de 24 a 120 meses | até 3 meses | até R$ 235 mil para pessoa física e R$ 400 mil para pessoa jurídica |
| CashMe (abre em nova aba) (financiadora) | Você ou sua empresa, com um imóvel como garantia; pedido pelo site da CashMe | até 90 meses | até 3 meses | até 100% do projeto |
| Sol Agora (abre em nova aba) (financiadora) | Pessoa física ou jurídica, com contrato assinado de forma digital | até 84 meses | até 150 dias após a aprovação do crédito | não informado |
| BNDES Finame Baixo Carbono (abre em nova aba) | Empresas, produtores rurais e outros públicos elegíveis, por instituição credenciada | até 10 anos | até 2 anos | até 100%; instalação e capital de giro até 30% |
Prazo e carência mudam bastante de uma linha para outra. No BNDES Finame Baixo Carbono, os equipamentos precisam ser novos, de fabricação nacional e credenciados no BNDES.
Essa tabela ajuda a identificar onde você pode solicitar uma oferta. Para comparar custo, use as condições aprovadas para o seu projeto. Prazos máximos e limites publicados não garantem que o mesmo valor será aprovado para todos.
A parcela substitui a conta de luz?
A conta de luz continua chegando depois da instalação, e as cobranças dependem do enquadramento do imóvel. Em imóveis atendidos em baixa tensão, há, em regra, o custo de disponibilidade. Também podem permanecer iluminação pública e tributos sobre a energia faturada. Para quem pede a conexão hoje, conforme o enquadramento e o faturamento, pode haver cobrança de parte do Fio B, relacionada ao uso da rede de distribuição.
Por isso, a comparação mensal é entre dois cenários: a conta que você pagaria sem o sistema e a parcela do financiamento somada à conta que permanece com ele.
Se a segunda soma ficar abaixo da primeira, há redução do desembolso mensal naquele cenário. Se ficar acima, o financiamento exige um gasto mensal maior durante esse período. Essa diferença precisa ser avaliada ao longo do prazo, considerando as premissas de consumo, geração e tarifa.
O simulador de financiamento solar permite fazer essa comparação com os números da sua proposta. Para entender as cobranças que permanecem, veja quem tem energia solar paga conta de luz.
Consórcio ou financiamento?
No financiamento, a compra pode seguir após a aprovação e a liberação do crédito, conforme o contrato. No consórcio, o acesso ao crédito depende da contemplação por sorteio ou lance.
Essa diferença pesa para quem quer instalar em uma data definida. Enquanto não for contemplado, o participante paga as parcelas do consórcio e ainda não dispõe do crédito para comprar o sistema.
O consórcio também tem custos: a prestação inclui a contribuição para o grupo, a taxa de administração e outros valores previstos no contrato. A comparação deve considerar tanto o total quanto o momento em que será possível instalar.
Como avaliar o financiamento na sua proposta
Antes de decidir, você deve conseguir responder: qual valor precisa pagar agora, quanto pagará por mês, quando começam as parcelas e quanto terá pago ao final. Em seguida, avalie esse compromisso junto da conta de luz prevista com o sistema.
Na Siella, as condições de pagamento acompanham a proposta. Se você quiser financiar, enviamos a proposta para análise em vários bancos. Quando as ofertas chegarem, você pode comparar o custo e o prazo para escolher a que atende ao seu planejamento.
Está avaliando energia solar em Brasília? Comece pela proposta do sistema. Ela fornece a base para solicitar o crédito e avaliar o investimento com os números do seu imóvel.
Vai financiar sua energia solar?
Peça a proposta e veja as condições de pagamento junto com o projeto.
Solicitar orçamentoLeis e fontes citadas
- Código de Defesa do Consumidor (abre em nova aba), arts. 52 e 54-B: informações sobre crédito ao consumidor, CET, total a pagar e quitação antecipada.
- Lei 11.795/2008 (abre em nova aba), arts. 2º, 5º, 22 e 27: funcionamento do consórcio, contemplação e composição das prestações.
- Resolução Normativa ANEEL 1.000/2021 (abre em nova aba), arts. 291, 655-G e 655-I: custo de disponibilidade, início da compensação e faturamento.
- Lei 14.300/2022 (abre em nova aba), art. 27: cobrança sobre a energia compensada.
- Banco do Brasil, BB Crédito Energia Renovável (abre em nova aba), BV, financiamento solar (abre em nova aba) e Santander, financiamento de energia solar (abre em nova aba): condições e canais das respectivas linhas.
- Caixa, perguntas frequentes sobre energia renovável (abre em nova aba) e Sicredi, financiamento para energia solar (abre em nova aba): público e exigências de contratação.
- Solfácil, financiamento (abre em nova aba): contratação por integrador e atendimento a pessoas físicas e jurídicas.
- CashMe, financiamento para energia solar (abre em nova aba): prazo, carência, percentual financiado e imóvel como garantia.
- Sol Agora (abre em nova aba): prazo, carência, contratação digital e atendimento a pessoas físicas e jurídicas.
- BNDES Finame Baixo Carbono (abre em nova aba): público elegível, contratação e requisitos dos equipamentos.
Perguntas frequentes
Vale a pena financiar energia solar?
Depende do custo do crédito e dos resultados previstos para o sistema. Avalie o total a pagar e compare, ao longo do financiamento, o gasto sem energia solar com a parcela somada à conta que permanece. O simulador ajuda a visualizar esses cenários.
Dá para financiar 100% do projeto?
Há linhas que oferecem essa possibilidade, como a do BV para equipamentos e instalação. O valor efetivamente aprovado depende da análise de crédito e das condições da instituição.
Empresa pode financiar energia solar?
Sim. Há linhas para pessoa jurídica, como as do BV, da Solfácil e do BNDES Finame Baixo Carbono. Cada uma tem critérios próprios de contratação e de elegibilidade do projeto.
Posso quitar o financiamento antes do prazo?
No crédito ao consumidor, é possível quitar total ou parcialmente, com redução proporcional dos juros e demais acréscimos, conforme o Código de Defesa do Consumidor. Para avaliar uma antecipação, solicite o saldo para quitação à instituição.